quinta-feira, 16 de julho de 2026

O Maior Patrimônio - Minha Família

Uma história sobre Deus, amor e família

"Se existe uma riqueza que realmente define quem sou, ela não está nos bens materiais, mas nas pessoas que Deus colocou em minha vida."

Nesta história, compartilho momentos de amor, gratidão, saudades, sonhos, arrependimentos e aprendizados ao lado da mulher da minha vida, dos meus filhos, netos e de toda a minha família.

É um relato sincero sobre as alegrias e desafios de um marido, pai, avô e filho que, apesar das limitações e das dificuldades da vida, nunca deixou de acreditar que o maior legado de um homem é o amor que dedica à sua família.

Ao longo destas páginas, você descobrirá histórias que poucos conhecem: a força da minha esposa Débora, o orgulho que sinto por cada um dos meus filhos, a emoção de ser avô, as lembranças dos meus pais e as pessoas que marcaram minha caminhada.

Mais do que contar minha história, este é um convite para refletir sobre algo que, muitas vezes, só valorizamos quando o tempo passa: a importância de amar, perdoar, agradecer e estar presente.

Porque, no fim das contas, o maior patrimônio que alguém pode construir sempre será a própria família.

Antes de falar de qualquer outra coisa, preciso falar da mulher da minha vida: Débora Amaral.

Sou profundamente grato a Deus por tê-la colocado no meu caminho. Cheguei até a escrever no meu blog sobre a forma como nos conhecemos, uma história que gosto de lembrar porque mostra o cuidado de Deus com a minha vida.

Existem esposas especiais neste mundo, mas ela está em um nível que poucas conseguem alcançar. Depois de 25 anos de casamento, tenho a certeza de que construímos uma vida um para o outro. Ela é meu porto seguro, minha companheira, minha amiga e parceira. É alguém com quem sei que sempre posso contar. Minha força nos momentos difíceis e minha alegria nos momentos bons.

Ela tem seus erros, suas teimosias e seus defeitos, mas quem não os tem? A diferença é que suas qualidades superam tudo isso de longe.

É a pessoa com quem gosto de viajar, dar risadas e até discordar de vez em quando, porque sei que, no final, nosso amor sempre fica mais forte.

Débora é uma mulher guerreira, amorosa, humilde e batalhadora. Sempre cuidando da nossa casa e da nossa família, da minha saúde, sem medir esforços para nos manter unidos e próximos de Deus — tarefa que, diga-se de passagem, deveria ser principalmente minha. Sua dedicação é silenciosa, mas imensa.

Ela também é um exemplo como filha. Honra seus pais com amor, gratidão, respeito e reconhecimento, da mesma forma que sempre procurei honrar os meus. Infelizmente, em um mundo cada vez mais distraído pela tecnologia e pelas redes sociais, vemos muitos filhos se afastando dos pais. Ela escolheu o caminho contrário.

Muitas vezes não recebe o reconhecimento que merece, mas eu vejo tudo o que faz e tenho muito orgulho da mulher que se tornou em seus 50 anos de vida. Seria impossível descrever em palavras o quanto ela significa para mim. Qualquer elogio ainda seria pouco.


Minha filha, Julieann Barletta – Juh_Barletta

Desejada muito antes do seu nascimento, linda, querida e amada, Julieann chegou para completar ainda mais nossa família.

Ela tem muito da mãe: é guerreira, determinada e, quando decide fazer algo, dificilmente desiste. Ao mesmo tempo, é tranquila, reservada e vive a bonita fase dos seus 15 anos. E, sim, às vezes é obediente... às vezes...kkk

Como pai, confesso que gostaria de ter ainda mais conexão com ela. Participar mais dos seus pensamentos, dos seus sonhos e das suas preocupações. Gostaria de ser mais procurado, mais solicitado e compartilhar ainda mais momentos ao seu lado.

Lembro que, aos 11 anos, ela ainda não tinha escolhido um esporte. Quando sugeri o vôlei, recusou no início. Então comecei a criar brincadeiras e atividades para despertar seu interesse. Aos poucos, foi gostando, se dedicando e, hoje, joga em uma equipe de alto rendimento.

Tenho um orgulho enorme dela.

Acho que ela nem imagina o quanto me faz bem vê-la jogar vôlei, evoluir, se dedicar e crescer dia após dia. Às vezes sinto falta de um abraço sem motivo, de uma conversa mais longa ou simplesmente de passarmos mais tempo juntos. Talvez seja apenas o coração de pai falando mais alto.

Faço tudo o que está ao meu alcance — e muitas vezes até além dele — para apoiá-la no vôlei e na vida. Tudo o que faço é movido pelo amor e pelo desejo de vê-la feliz, vencedora, realizada, admirada pelas suas qualidades e conquistando seus sonhos.

Confesso que, às vezes, gostaria que essa fase da sua vida demorasse mais para passar.

Daria tudo para conseguir que ela realizasse o sonho da cirurgia e da correção facial.


Meu primeiro filho, o Filipe

A vida nos colocou em caminhos que dificultaram nossa convivência, e talvez uma das dores que carrego seja não ter estado tão presente quanto gostaria.

As circunstâncias do meu primeiro casamento me privaram de muitos momentos que um pai sonha viver ao lado do filho.

Sinto falta das conversas, da convivência, das experiências simples do dia a dia e da oportunidade de ensinar mais coisas da vida e de saber mais sobre seu estilo, pensamentos...

Agora, com o nascimento da pequena Maitê, minha netinha, mais uma princesa enviada por Deus, esse desejo de proximidade aumentou ainda mais.

Meu coração se alegra por vê-los bem, mas também sente falta dos momentos que não pudemos compartilhar. A distância e as limitações financeiras tornam os encontros mais difíceis, mas o amor continua exatamente o mesmo.

Como pai, gostaria de poder fazer mais. Gostaria de comprar uma casa para ele, deixar algo que o fizesse sentir orgulho de mim. Infelizmente não consigo, e confesso que isso às vezes dói.


Meu filho Chrystian Barletta

O que dizer do meu filho Chrystian Barletta?

Talvez uma das maiores alegrias da minha vida seja olhar para trás e lembrar da caminhada que fiz ao lado desse parceiro.

Desde cedo acreditei no seu talento e me dediquei de corpo e alma para ajudá-lo a perseguir o sonho de ser jogador de futebol. Pensei em cada detalhe, em cada decisão, e procurei aprender tudo o que podia sobre futebol para ajudá-lo da melhor forma possível.

Mas nossas lembranças vão muito além do futebol.

Lembro das brincadeiras juntos, no cartório quando soltei um pum, das risadas na lotérica ("aquele homem comeu tudo"), das pipas, das partidas de futebol com a turma do bairro e praia, das pescarias, das competições que eu criava para desenvolver sua confiança e seu espírito competitivo. Lembro dos treinos de chute, dos conselhos, das conversas e orientações financeiras, e até das broncas.

Foram momentos simples, mas que marcaram minha vida para sempre.

Eu não queria apenas ajudar a formar um jogador. Queria ter um amigo, um parceiro para o resto da vida, além de contribuir para formar um homem de caráter e me orgulhar no futuro.

E, graças a Deus, grande parte desse sonho se realizou.

Ver seu talento sendo reconhecido me enche de orgulho. Hoje acompanho todos os seus jogos. Não perco nenhum.

Muitas vezes me convidam para alguma coisa e minha resposta costuma ser a mesma:

"Hoje não dá. Tem jogo do meu filho."

Mas não é apenas porque ele é meu filho.

É porque admiro o jogador que vi se desenvolver.

Assim como milhões de pessoas admiram Neymar, Cristiano Ronaldo ou Messi, eu admiro o Barletta.

Nunca esperei nada em troca. Sou uma pessoa simples e acho que tudo tem que ser por amor e não por obrigação. Mas imaginamos coisas do tipo que todo fã pensa: uma camisa, uma foto, uma bola de um jogo marcante, um ingresso de uma final ou a oportunidade de participar de uma apresentação de um grande clube...,

Talvez pareça bobagem. Mas são lembranças que têm valor para quem ama.

Também compartilhamos sonhos mais aparentemente distantes, mas tendo referência de grandes craques parecia possível: uma casa com espaço para reunir a família, um campo de futebol para jogar com os amigos, talvez um sítio, uma fazenda ou até uma viagem para a Europa que nunca aconteceu...é toda família dele e nossa juntos...

Hoje ele tem sua própria família, e os pensamentos e sentimentos se misturam.

Tenho muito carinho pela esposa dele, saudades e vontade de participar da vida dos meus netos, que amo profundamente.

Gostaria de ter mais convivência com todos. Às vezes imagino a felicidade que seria fazer um simples churrasco em família, sentar-se à mesa, conversar, rir, brincar com as crianças, exercer o papel de avô e criar memórias juntos...

Reconheço que a vida seguiu caminhos diferentes e que nossa relação não é exatamente como eu sonhava... Talvez eu tenha cometido erros. Talvez existam mágoas que nunca compreendi totalmente. Mas respeito as escolhas de cada um e sempre as respeitarei.

Posso até não concordar com tudo, mas quem sou eu para decidir a vida dos outros? Meu desejo sempre foi apenas ter um relacionamento sincero, baseado em confiança, respeito, carinho e amor.

Às vezes fico pensando se, em algum momento, passei a imagem de alguém difícil de conviver ou que poderia causar conflitos. Não sei...

O que sei é que nunca deixei de amar meus filhos e suas gerações.

Minha vida sempre foi marcada pelo trabalho duro, sem a presença de família estruturada, fui praticamente criado na rua, onde aprendi tudo que sei hoje. Muitas vezes precisei lutar por cada passo, como se diz, "vendendo o almoço para pagar a janta".

Nunca tive uma vida fácil.

Mas nunca deixei de amar meus filhos.


O que carrego no coração

Se existe uma tristeza que carrego, é a sensação de não conseguir oferecer tudo o que eu gostaria às pessoas que mais amo.

Daria a minha própria vida por cada um deles se tivesse a certeza de que teriam um futuro de sucesso, felicidade e realização.

Como pai e marido, sempre quis oferecer mais conforto, mais oportunidades, mais tranquilidade e mais momentos especiais.

Às vezes vou além das minhas forças. Mesmo assim, ainda sinto que eles mereciam muito mais do que consegui entregar.

Talvez esse seja um sentimento comum a quem ama de verdade.

Porque quem ama nunca acha que fez o suficiente.

Hoje percebo que o tempo passa rápido. E mais do que dinheiro, conquistas ou bens materiais, o que realmente importa são as pessoas que caminham ao nosso lado.

São os abraços.

As conversas.

Os momentos compartilhados.

O amor vivido no dia a dia.

Existem coisas que ainda gostaria de acertar, palavras que ainda gostaria de dizer e momentos que ainda gostaria de viver. Talvez eu tenha apenas mais alguns dias, talvez mais alguns anos. Ninguém sabe. Mas nunca é tarde para amar, perdoar, agradecer e tentar se aproximar de quem é importante.

Acima de tudo, quero que minha esposa, meus filhos e meus netos, minha irmã, sobrinha, saibam de uma coisa:

Eu os amo profundamente.

Independentemente da forma como algumas pessoas possam me enxergar ou me rotular.

Talvez eu não tenha conseguido dar tudo o que sonhei.

Talvez eu tenha falhado em alguns momentos.

Talvez as circunstâncias da vida tenham me impedido de estar presente da forma que eu gostaria.

Mas nunca faltou amor.

Tudo o que fiz, todas as lutas que enfrentei, todos os sacrifícios que suportei e todas as escolhas que tomei foram movidos pelo desejo de cuidar, proteger e ver cada um de vocês felizes.

E, se existe algo que eu gostaria que permanecesse para sempre quando pensarem em mim, é justamente isso:

Fui um homem simples, cheio de defeitos e limitações, mas que amou sua família com todo o coração e que sempre sonhou em ver sua família unida, vivendo em comunhão, como nas antigas tradições familiares que hoje parecem cada vez mais raras. ❤️

Minhas Raízes

E então falaria de cada um.

Minha mãe

Minha mãe cuidou muito bem de mim. Foi uma mulher simples, estudou apenas até a 5ª série, mas possuía uma sabedoria que não se aprende na escola. Humilde, generosa e sempre disposta a ajudar os outros.

Mesmo com poucos recursos financeiros, tinha um coração enorme. Acho que eu e minha irmã herdamos muito desse jeito dela.

Tenho muito orgulho de tudo o que me ensinou.

Tive o privilégio de cuidar dela até o fim da vida. Guardo muitas lembranças. Lembro de levá-la e buscá-la na igreja antes de sair para meus compromissos. Lembro das idas à feira, quando eu a deixava de carro e voltava para buscá-la depois.

Hoje, olhando para trás, penso que poderia ter aproveitado ainda mais esses momentos. Ter caminhado ao lado dela de barraca em barraca, conversado mais, vivido mais aqueles instantes simples.

Passamos por muitas dificuldades financeiras. Lembro que minha mãe costumava ir à feira perto do horário de encerramento, quando alguns feirantes deixavam frutas e verduras ainda boas para consumo. Não havia vergonha nisso. Havia dignidade. Havia amor de mãe fazendo o possível para alimentar seus filhos.

Meu pai

Meu pai foi um homem trabalhador, batalhador e responsável.

Não tinha riquezas. Tinha apenas sua força de trabalho e sua disposição para lutar pela família.

Mesmo após a separação amigável dos meus pais, quando eu tinha cerca de 14 anos, nunca deixou de cumprir suas responsabilidades. Sempre aparecia para ajudar no sustento da casa e verificar se estávamos bem.

Foi ele quem me ensinou o valor da responsabilidade.

Muito cedo precisei ajudar em casa. Puxei carrinho de ferro-velho, fui pegador de bolinhas de tênis, office-boy e fiz tudo o que era possível para ajudar minha mãe e minha irmã.

Hoje entendo que boa parte do homem que me tornei nasceu dessas dificuldades.

Tenho muito orgulho do meu pai.

Gostaria que ele e minha mãe ainda estivessem vivos para conhecerem melhor minha família e verem tudo o que construímos. Essa é uma saudade que ainda carrego.

Minha irmã

Minha querida e amada irmã.

Ela é uma pessoa muito parecida com nossos pais. Tem um coração generoso e está sempre preocupada com o próximo.

Muitas vezes coloca as necessidades das outras pessoas acima das suas próprias.

Confesso que às vezes fico preocupado e penso que ela poderia viver com menos dificuldades se pensasse mais nela mesma. Mas também sei que Deus cuida dela.

Amo muito minha irmã.

Gostaria de ter mais convivência com ela e, principalmente, de poder ajudá-la mais financeiramente.

Meu sobrinho Israel

Israel partiu cedo demais e hoje está ao lado do Senhor.

Guardo muitas lembranças boas dele.

Era uma pessoa alegre, divertida e que sempre me procurava para pedir opinião nos seus negócios. Isso me fazia sentir útil e valorizado.

Sinto falta das nossas conversas, das brincadeiras e das risadas.

A vida o levou cedo demais, mas as boas lembranças continuam vivas.

Minha sobrinha Sara

Que saudade tenho da Sara.

Desde pequena era sorridente, alegre e carinhosa.

Sempre confiou em mim para pedir conselhos e ajuda. Até hoje me procura para revisar um currículo ou pedir alguma orientação.

É uma guerreira, trabalhadora e determinada.

Gostaria de ser um tio mais presente e ajudá-la ainda mais no seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Ela é muito querida pela minha esposa e pela minha filha, e ocupa um lugar especial no meu coração.

Meu cunhado Paraná

Meu cunhado Paraná é uma pessoa trabalhadora, honesta e de bom coração.

Há muitos anos cuida da minha irmã e da família com dedicação.

Tenho orgulho dele.

Gostaria de poder ajudá-lo mais e aliviar um pouco das responsabilidades que carrega.

Nem quero me vitimizar e nem ser arrogante...só expor meus sentimentos para ficar no meu acervo aqui no meu blog, que quase ninguém lê. Como se fosse algo guardado em um pen drive.

Com o passar do tempo a idade vai chegando e os problemas de limitações com falta de trabalho, saúde, finanças vão se acumulando.

Acho que é isso... Até aqui....

Adotei um estilo de relação com Deus...Todos os dias ao levantar me coloco de joelho e agradeço a Deus, dizendo - O que mais de bom Deus vai fazer hoje? Vou deixar Deus cuidar! Confiar! E ter Fé!

"Uma vez Deus me disse: 'Aguenta firme, veja tudo que você teve de passar para se tornar forte... essas são só mais algumas barreiras para você superar...'"

Provérbios 17:13: Provérbios 17:13 ensina que responder ao bem com mal cria um ciclo de mal-estar e conflito. Essa orientação bíblica enfatiza a importância de justiça, integridade e reconciliação, mostrando que a retaliação não resolve problemas, mas mantém o mal ativo dentro da família e das relações sociais.


Timóteo 3:1-2 Alerta que, nos últimos dias, haverá períodos de grande dificuldade e decadência moral. O apóstolo Paulo descreve características de pessoas que se afastam de Deus e do bem: serão amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos e ímpios (ACF) ou, em outras traduções, egoístas, orgulhosos, vaidosos e sem respeito pela religião


Romanos 15:1  "Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos" Devemos ajudar os fracos a carregarem suas cargas, priorizando o bem do próximo sobre o próprio prazer.

O Maior Legado

A história de um homem que nunca deixou de amar sua família

Tudo Valeu a Pena

As memórias de um marido, pai, avô e filho

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