Uma história sobre Deus, amor e família
"Se existe uma riqueza que realmente define quem sou, ela não está nos bens materiais, mas nas pessoas que Deus colocou em minha vida."
Nesta
história, compartilho momentos de amor, gratidão, saudades, sonhos,
arrependimentos e aprendizados ao lado da mulher da minha vida, dos meus
filhos, netos e de toda a minha família.
É
um relato sincero sobre as alegrias e desafios de um marido, pai, avô e filho
que, apesar das limitações e das dificuldades da vida, nunca deixou de
acreditar que o maior legado de um homem é o amor que dedica à sua família.
Ao
longo destas páginas, você descobrirá histórias que poucos conhecem: a força da
minha esposa Débora, o orgulho que sinto por cada um dos meus filhos, a emoção
de ser avô, as lembranças dos meus pais e as pessoas que marcaram minha
caminhada.
Mais
do que contar minha história, este é um convite para refletir sobre algo que,
muitas vezes, só valorizamos quando o tempo passa: a importância de amar,
perdoar, agradecer e estar presente.
Porque,
no fim das contas, o maior patrimônio que alguém pode construir sempre será a
própria família.
Antes de
falar de qualquer outra coisa, preciso falar da mulher da minha vida: Débora
Amaral.
Sou
profundamente grato a Deus por tê-la colocado no meu caminho. Cheguei até a
escrever no meu blog sobre a forma como nos conhecemos, uma história que gosto
de lembrar porque mostra o cuidado de Deus com a minha vida.
Existem
esposas especiais neste mundo, mas ela está em um nível que poucas conseguem
alcançar. Depois de 25 anos de casamento, tenho a certeza de que construímos
uma vida um para o outro. Ela é meu porto seguro, minha companheira, minha
amiga e parceira. É alguém com quem sei que sempre posso contar. Minha força
nos momentos difíceis e minha alegria nos momentos bons.
Ela tem seus erros, suas teimosias e seus defeitos, mas quem não os tem? A diferença é que suas
qualidades superam tudo isso de longe.
É a
pessoa com quem gosto de viajar, dar risadas e até discordar de vez em quando,
porque sei que, no final, nosso amor sempre fica mais forte.
Débora é
uma mulher guerreira, amorosa, humilde e batalhadora. Sempre cuidando da nossa
casa e da nossa família, da minha saúde, sem medir esforços para nos manter
unidos e próximos de Deus — tarefa que, diga-se de passagem, deveria ser
principalmente minha. Sua dedicação é silenciosa, mas imensa.
Ela
também é um exemplo como filha. Honra seus pais com amor, gratidão, respeito e
reconhecimento, da mesma forma que sempre procurei honrar os meus.
Infelizmente, em um mundo cada vez mais distraído pela tecnologia e pelas redes
sociais, vemos muitos filhos se afastando dos pais. Ela escolheu o caminho
contrário.
Muitas
vezes não recebe o reconhecimento que merece, mas eu vejo tudo o que faz e
tenho muito orgulho da mulher que se tornou em seus 50 anos de vida. Seria
impossível descrever em palavras o quanto ela significa para mim. Qualquer
elogio ainda seria pouco.
Minha
filha, Julieann Barletta – Juh_Barletta
Desejada
muito antes do seu nascimento, linda, querida e amada, Julieann chegou para
completar ainda mais nossa família.
Ela tem
muito da mãe: é guerreira, determinada e, quando decide fazer algo,
dificilmente desiste. Ao mesmo tempo, é tranquila, reservada e vive a bonita
fase dos seus 15 anos. E, sim, às vezes é obediente... às vezes...kkk
Como
pai, confesso que gostaria de ter ainda mais conexão com ela. Participar mais
dos seus pensamentos, dos seus sonhos e das suas preocupações. Gostaria de ser
mais procurado, mais solicitado e compartilhar ainda mais momentos ao seu lado.
Lembro
que, aos 11 anos, ela ainda não tinha escolhido um esporte. Quando sugeri o
vôlei, recusou no início. Então comecei a criar brincadeiras e atividades para
despertar seu interesse. Aos poucos, foi gostando, se dedicando e, hoje, joga em uma equipe de alto rendimento.
Tenho um
orgulho enorme dela.
Acho que
ela nem imagina o quanto me faz bem vê-la jogar vôlei, evoluir, se dedicar e
crescer dia após dia. Às vezes sinto falta de um abraço sem motivo, de uma
conversa mais longa ou simplesmente de passarmos mais tempo juntos. Talvez seja
apenas o coração de pai falando mais alto.
Faço
tudo o que está ao meu alcance — e muitas vezes até além dele — para apoiá-la
no vôlei e na vida. Tudo o que faço é movido pelo amor e pelo desejo de vê-la
feliz, vencedora, realizada, admirada pelas suas qualidades e conquistando seus
sonhos.
Confesso
que, às vezes, gostaria que essa fase da sua vida demorasse mais para passar.
Daria tudo para conseguir que ela realizasse o sonho da cirurgia e da correção facial.
Meu primeiro
filho, o Filipe
A vida
nos colocou em caminhos que dificultaram nossa convivência, e talvez uma das
dores que carrego seja não ter estado tão presente quanto gostaria.
As
circunstâncias do meu primeiro casamento me privaram de muitos momentos que um
pai sonha viver ao lado do filho.
Sinto
falta das conversas, da convivência, das experiências simples do dia a dia e da
oportunidade de ensinar mais coisas da vida e de saber mais sobre seu estilo,
pensamentos...
Agora,
com o nascimento da pequena Maitê, minha netinha, mais uma princesa enviada por
Deus, esse desejo de proximidade aumentou ainda mais.
Meu
coração se alegra por vê-los bem, mas também sente falta dos momentos que não
pudemos compartilhar. A distância e as limitações financeiras tornam os
encontros mais difíceis, mas o amor continua exatamente o mesmo.
Como
pai, gostaria de poder fazer mais. Gostaria de comprar uma casa para ele,
deixar algo que o fizesse sentir orgulho de mim. Infelizmente não consigo, e
confesso que isso às vezes dói.
Meu
filho Chrystian Barletta
O que
dizer do meu filho Chrystian Barletta?
Talvez
uma das maiores alegrias da minha vida seja olhar para trás e lembrar da
caminhada que fiz ao lado desse parceiro.
Desde
cedo acreditei no seu talento e me dediquei de corpo e alma para ajudá-lo a
perseguir o sonho de ser jogador de futebol. Pensei em cada detalhe, em cada
decisão, e procurei aprender tudo o que podia sobre futebol para ajudá-lo da
melhor forma possível.
Mas
nossas lembranças vão muito além do futebol.
Lembro
das brincadeiras juntos, no cartório quando soltei um pum, das risadas na lotérica ("aquele homem comeu tudo"), das pipas, das partidas de futebol com a turma do
bairro e praia, das pescarias, das competições que eu criava para desenvolver
sua confiança e seu espírito competitivo. Lembro dos treinos de chute, dos
conselhos, das conversas e orientações financeiras, e até das broncas.
Foram
momentos simples, mas que marcaram minha vida para sempre.
Eu não
queria apenas ajudar a formar um jogador. Queria ter um amigo, um parceiro para
o resto da vida, além de contribuir para formar um homem de caráter e me
orgulhar no futuro.
E,
graças a Deus, grande parte desse sonho se realizou.
Ver seu
talento sendo reconhecido me enche de orgulho. Hoje acompanho todos os seus
jogos. Não perco nenhum.
Muitas
vezes me convidam para alguma coisa e minha resposta costuma ser a mesma:
"Hoje
não dá. Tem jogo do meu filho."
Mas não
é apenas porque ele é meu filho.
É porque
admiro o jogador que vi se desenvolver.
Assim
como milhões de pessoas admiram Neymar, Cristiano Ronaldo ou Messi, eu admiro o
Barletta.
Nunca
esperei nada em troca. Sou uma pessoa simples e acho que tudo tem que ser por
amor e não por obrigação. Mas imaginamos coisas do tipo que todo fã pensa: uma
camisa, uma foto, uma bola de um jogo marcante, um ingresso de uma final ou a
oportunidade de participar de uma apresentação de um grande clube...,
Talvez
pareça bobagem. Mas são lembranças que têm valor para quem ama.
Também
compartilhamos sonhos mais aparentemente distantes, mas tendo referência de
grandes craques parecia possível: uma casa com espaço para reunir a família, um
campo de futebol para jogar com os amigos, talvez um sítio, uma fazenda ou até
uma viagem para a Europa que nunca aconteceu...é toda família dele e nossa
juntos...
Hoje ele
tem sua própria família, e os pensamentos e sentimentos se misturam.
Tenho
muito carinho pela esposa dele, saudades e vontade de participar da vida dos meus
netos, que amo profundamente.
Gostaria
de ter mais convivência com todos. Às vezes imagino a felicidade que seria
fazer um simples churrasco em família, sentar-se à mesa, conversar, rir,
brincar com as crianças, exercer o papel de avô e criar memórias juntos...
Reconheço
que a vida seguiu caminhos diferentes e que nossa relação não é exatamente como
eu sonhava... Talvez eu tenha cometido erros. Talvez existam mágoas que nunca compreendi totalmente. Mas respeito as escolhas de cada um e sempre as respeitarei.
Posso
até não concordar com tudo, mas quem sou eu para decidir a vida dos outros? Meu
desejo sempre foi apenas ter um relacionamento sincero, baseado em confiança,
respeito, carinho e amor.
Às vezes
fico pensando se, em algum momento, passei a imagem de alguém difícil de
conviver ou que poderia causar conflitos. Não sei...
O que
sei é que nunca deixei de amar meus filhos e suas gerações.
Minha
vida sempre foi marcada pelo trabalho duro, sem a presença de família estruturada,
fui praticamente criado na rua, onde aprendi tudo que sei hoje. Muitas vezes
precisei lutar por cada passo, como se diz, "vendendo o almoço para pagar
a janta".
Nunca
tive uma vida fácil.
Mas
nunca deixei de amar meus filhos.
O que
carrego no coração
Se
existe uma tristeza que carrego, é a sensação de não conseguir oferecer tudo o
que eu gostaria às pessoas que mais amo.
Daria a
minha própria vida por cada um deles se tivesse a certeza de que teriam um
futuro de sucesso, felicidade e realização.
Como pai
e marido, sempre quis oferecer mais conforto, mais oportunidades, mais
tranquilidade e mais momentos especiais.
Às vezes vou além das minhas forças. Mesmo assim, ainda sinto que eles mereciam muito
mais do que consegui entregar.
Talvez
esse seja um sentimento comum a quem ama de verdade.
Porque
quem ama nunca acha que fez o suficiente.
Hoje
percebo que o tempo passa rápido. E mais do que dinheiro, conquistas ou bens
materiais, o que realmente importa são as pessoas que caminham ao nosso lado.
São os
abraços.
As
conversas.
Os
momentos compartilhados.
O amor
vivido no dia a dia.
Existem
coisas que ainda gostaria de acertar, palavras que ainda gostaria de dizer e
momentos que ainda gostaria de viver. Talvez eu tenha apenas mais alguns dias,
talvez mais alguns anos. Ninguém sabe. Mas nunca é tarde para amar, perdoar,
agradecer e tentar se aproximar de quem é importante.
Acima de
tudo, quero que minha esposa, meus filhos e meus netos, minha irmã, sobrinha,
saibam de uma coisa:
Eu os
amo profundamente.
Independentemente
da forma como algumas pessoas possam me enxergar ou me rotular.
Talvez
eu não tenha conseguido dar tudo o que sonhei.
Talvez
eu tenha falhado em alguns momentos.
Talvez
as circunstâncias da vida tenham me impedido de estar presente da forma que eu
gostaria.
Mas
nunca faltou amor.
Tudo o
que fiz, todas as lutas que enfrentei, todos os sacrifícios que suportei e
todas as escolhas que tomei foram movidos pelo desejo de cuidar, proteger e ver
cada um de vocês felizes.
E, se
existe algo que eu gostaria que permanecesse para sempre quando pensarem em
mim, é justamente isso:
Fui um
homem simples, cheio de defeitos e limitações, mas que amou sua família com
todo o coração e que sempre sonhou em ver sua família unida, vivendo em
comunhão, como nas antigas tradições familiares que hoje parecem cada vez mais
raras. ❤️
Minhas
Raízes
E então
falaria de cada um.
Minha
mãe
Minha
mãe cuidou muito bem de mim. Foi uma mulher simples, estudou apenas até a 5ª
série, mas possuía uma sabedoria que não se aprende na escola. Humilde,
generosa e sempre disposta a ajudar os outros.
Mesmo
com poucos recursos financeiros, tinha um coração enorme. Acho que eu e minha
irmã herdamos muito desse jeito dela.
Tenho
muito orgulho de tudo o que me ensinou.
Tive o
privilégio de cuidar dela até o fim da vida. Guardo muitas lembranças. Lembro
de levá-la e buscá-la na igreja antes de sair para meus compromissos. Lembro
das idas à feira, quando eu a deixava de carro e voltava para buscá-la depois.
Hoje,
olhando para trás, penso que poderia ter aproveitado ainda mais esses momentos.
Ter caminhado ao lado dela de barraca em barraca, conversado mais, vivido mais
aqueles instantes simples.
Passamos
por muitas dificuldades financeiras. Lembro que minha mãe costumava ir à feira
perto do horário de encerramento, quando alguns feirantes deixavam frutas e
verduras ainda boas para consumo. Não havia vergonha nisso. Havia dignidade.
Havia amor de mãe fazendo o possível para alimentar seus filhos.
Meu
pai
Meu pai
foi um homem trabalhador, batalhador e responsável.
Não
tinha riquezas. Tinha apenas sua força de trabalho e sua disposição para lutar
pela família.
Mesmo
após a separação amigável dos meus pais, quando eu tinha cerca de 14 anos,
nunca deixou de cumprir suas responsabilidades. Sempre aparecia para ajudar no
sustento da casa e verificar se estávamos bem.
Foi ele
quem me ensinou o valor da responsabilidade.
Muito
cedo precisei ajudar em casa. Puxei carrinho de ferro-velho, fui pegador de
bolinhas de tênis, office-boy e fiz tudo o que era possível para ajudar minha
mãe e minha irmã.
Hoje
entendo que boa parte do homem que me tornei nasceu dessas dificuldades.
Tenho
muito orgulho do meu pai.
Gostaria
que ele e minha mãe ainda estivessem vivos para conhecerem melhor minha família
e verem tudo o que construímos. Essa é uma saudade que ainda carrego.
Minha
irmã
Minha
querida e amada irmã.
Ela é
uma pessoa muito parecida com nossos pais. Tem um coração generoso e está
sempre preocupada com o próximo.
Muitas
vezes coloca as necessidades das outras pessoas acima das suas próprias.
Confesso
que às vezes fico preocupado e penso que ela poderia viver com menos
dificuldades se pensasse mais nela mesma. Mas também sei que Deus cuida dela.
Amo
muito minha irmã.
Gostaria
de ter mais convivência com ela e, principalmente, de poder ajudá-la mais
financeiramente.
Meu
sobrinho Israel
Israel
partiu cedo demais e hoje está ao lado do Senhor.
Guardo
muitas lembranças boas dele.
Era uma
pessoa alegre, divertida e que sempre me procurava para pedir opinião nos seus
negócios. Isso me fazia sentir útil e valorizado.
Sinto
falta das nossas conversas, das brincadeiras e das risadas.
A vida o
levou cedo demais, mas as boas lembranças continuam vivas.
Minha
sobrinha Sara
Que
saudade tenho da Sara.
Desde
pequena era sorridente, alegre e carinhosa.
Sempre
confiou em mim para pedir conselhos e ajuda. Até hoje me procura para revisar
um currículo ou pedir alguma orientação.
É uma
guerreira, trabalhadora e determinada.
Gostaria
de ser um tio mais presente e ajudá-la ainda mais no seu desenvolvimento
pessoal e profissional.
Ela é
muito querida pela minha esposa e pela minha filha, e ocupa um lugar especial
no meu coração.
Meu
cunhado Paraná
Meu
cunhado Paraná é uma pessoa trabalhadora, honesta e de bom coração.
Há
muitos anos cuida da minha irmã e da família com dedicação.
Tenho
orgulho dele.
Gostaria
de poder ajudá-lo mais e aliviar um pouco das responsabilidades que carrega.
Nem quero me vitimizar e nem ser arrogante...só expor meus sentimentos para ficar no meu acervo aqui no meu blog, que quase ninguém lê. Como se fosse algo guardado em um pen drive.
Com o passar do tempo a idade vai chegando e os problemas de limitações com falta de trabalho, saúde, finanças vão se acumulando.
Acho que é isso... Até aqui....
Adotei um estilo de relação com Deus...Todos os dias ao levantar me coloco de joelho e agradeço a Deus, dizendo - O que mais de bom Deus vai fazer hoje? Vou deixar Deus cuidar! Confiar! E ter Fé!
"Uma vez Deus me disse: 'Aguenta firme, veja tudo que você teve de passar para se tornar forte... essas são só mais algumas barreiras para você superar...'"
Provérbios 17:13: Provérbios 17:13 ensina que responder ao bem com mal cria um ciclo de mal-estar e conflito. Essa orientação bíblica enfatiza a importância de justiça, integridade e reconciliação, mostrando que a retaliação não resolve problemas, mas mantém o mal ativo dentro da família e das relações sociais.
Timóteo 3:1-2 Alerta que, nos últimos dias, haverá períodos de grande dificuldade e decadência moral. O apóstolo Paulo descreve características de pessoas que se afastam de Deus e do bem: serão amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos e ímpios (ACF) ou, em outras traduções, egoístas, orgulhosos, vaidosos e sem respeito pela religião
Romanos 15:1 "Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos" Devemos ajudar os fracos a carregarem suas cargas, priorizando o bem do próximo sobre o próprio prazer.
O Maior Legado
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