Participei e estudei por muitos anos a realidade das categorias de base, das escolas de futebol e dos projetos sociais voltados à formação esportiva. Ao longo dessa caminhada, percebi que o esporte vai muito além da descoberta de talentos: ele é uma poderosa ferramenta de educação, socialização e construção do caráter de crianças e adolescentes, independentemente da classe social.
Tenho um filho já formado pelo esporte e acompanho a
trajetória de outra filha nessa mesma caminhada. Como pai e treinador
voluntário do Clube Pequeninos do Jockey, em São Paulo, aprendi na prática,
especialmente nas tradicionais reuniões das quartas-feiras com o Sr. Guimarães,
que o primeiro desafio de um professor ou coordenador é entender por qual
motivo uma família procura uma escola de futebol, um projeto social ou um
centro de alto rendimento.
Na maioria das vezes, essa decisão acontece por três razões
principais.
A primeira é a necessidade natural da criança de conviver, fazer amizades, aprender a compartilhar, respeitar regras e entender a importância do trabalho em equipe. O futebol, como esporte coletivo, ensina que ninguém vence sozinho e que cada jogador é importante para o grupo.
A segunda é a realidade de muitas famílias que precisam
trabalhar e buscam no esporte um ambiente seguro, saudável e educativo para
seus filhos, ocupando o tempo com uma atividade que afasta crianças e
adolescentes dos riscos das ruas e das más influências.
A terceira é o sonho. É aquele menino ou menina que demonstra habilidades acima da média, encanta os amigos e desperta comentários como: "esse vai ser jogador", "tem muito talento" ou "esse tem futuro no futebol". Naturalmente, a família passa a acreditar nesse potencial e procura uma oportunidade em uma escola de futebol ou projeto de formação.
Independentemente do motivo que levou a criança ao esporte,
a responsabilidade dos professores e treinadores é a mesma: identificar suas
características, compreender suas necessidades e desenvolver o melhor que
existe em cada uma delas.
Nem todos se tornarão atletas profissionais, e isso faz
parte do processo. Porém, o esporte oferece inúmeras oportunidades de
crescimento pessoal e profissional. O jovem pode descobrir sua vocação como
treinador, árbitro, preparador físico, fisioterapeuta, médico do esporte,
analista de desempenho, comentarista esportivo, massagista, roupeiro, gestor ou
em tantas outras funções que fazem parte desse universo.
O mais importante é compreender que a verdadeira missão da categoria de base e dos projetos sociais não é “ganhar títulos”, “troféus”, “medalhas” ou “revelar craques”, mas formar cidadãos preparados para os desafios da vida e pensar no coletivo com empatia. O futebol é um exemplo de esporte coletivo que ensina disciplina, respeito, solidariedade e superação. Da mesma forma, esportes individuais também desenvolvem responsabilidade, foco e autoconfiança.
Quando uma criança entra em uma escola de esporte, ela não
está apenas aprendendo uma modalidade. Ela está aprendendo valores que levará
para toda a vida.
Insira URGENTEMENTE seu filho ou filha em alguma atividade
esportiva ou cultural.
Eu sou Silvio Barletta, do blog do Barletta e essa é minha
dica para você pai ou mãe.
Imprensa Esportiva e Assuntos Comunitária
DRT/SP │ desde 13/06/2005
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Rev. 04 – 28/05/2026 (titulo)
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